
sábado, 27 de junho de 2009
Música para o fim de semana 5

sexta-feira, 26 de junho de 2009
Fazer o quê?
Esta semana a BBC dizia que a ajuda dos governos mundiais aos bancos havia superado, em apenas 1 ano, toda a ajuda dada aos países pobres em 50 anos. Bom, eu já imaginava que, em tempos de crise, os governos haviam sido mais benevolentes com os banqueiros quebrados que com os desnutridos africanos. Só não tinha idéia de que a diferença havia sido tanta: US$ 18 trilhões em um ano aos bancos, contra US$ 2 trilhões doados aos países pobres, durante meio século.
Eu sei que a ajuda aos bancos não é simplesmente para salvar o banqueiro. Milhares, milhões de pessoas comuns guardam as economias de uma vida toda nessas instituições super poderosas; outras milhares têm financiamentos de casas; outras tantas trabalham nesses locais. Os bancos também financiam empresas, indústrias, comerciantes que, sem crédito, poderiam causar um estrago ainda maior, demissões em massa. A vida é assim, fazer o quê?
Eu sei também que as doações aos governos pobres não resolvem o problema. Primeiro porque, independentemente de qualquer ajuda, as pessoas precisam ter uma condição mínima de subsistência, condições de sustentar a si e à família. Segundo que os governos desses países, na maioria das vezes, são corruptos e ditatoriais. Ou seja, ainda que os EUA despejem bilhões de dólares por lá, não está garantido que essa ajuda chegará a quem realmente precise. Exemplos? Sudão, Zimbábue... Na verdade, nem precisamos ir muito longe para ver que desvios de verbas são comuns.
Bom, mas contrariando as regras jornalísticas, deixei o melhor por último. Ontem recebi por email um curta chamado Chicken a la carte, que denuncia que 10 mil pessoas morrem todos os dias de fome. O vídeo é forte, mas vale a pena. A idéia do autor era mostrar como a globalização acentuou a pobreza e a fome pelo mundo, escancarando que duas realidades opostas - quem come e quem não come - estão tão próximas uma da outra e, ainda assim, ninguém faz nada. Fazer o quê?
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Música para o fim de semana 5

While my guitar gently weeps - George Harrison
Antecipei o post da música para o fim de semana por um bom motivo. Essa obra-prima do george não me sai da cabeça, desde ontem. Ainda bem!! ;)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A religião é falha porque todos os homens são falhos.
Sei que a discussão é espinhosa e profunda, mas o título do post realmente traduz minha opinião a respeito de seguir uma religião à risca. Eu não sou cética, tampouco atéia. Acredito em Deus, em anjo da guarda (o meu é ótimo) e em destino. Mas não consigo seguir um monte de preceitos determinados por humanos!
Eu acho que existem pessoas iluminadas, que têm uma conexão privilegiada com o divino e que realmente estão aqui para melhorar o mundo. É gostoso conversar com gente assim. Quando você expõe um problemão, com meia dúzia de palavras elas transformam todo drama num probleminha fácil de resolver. Não tem idade, nem religião, nem credo que determine o dom dessas pessoas. Pode ser uma tia, um avô, um amigo. Qualquer pessoa experiente.
Mas não concebo que alguém - uma pessoa de carne e osso, como eu - tenha sido capaz de compreender os ensinamentos de Deus e colocá-los num livro, que já foi traduzido centenas de milhares de vezes nos mais variados idiomas. Não deve ser uma coisa linear. E também não confio na imparcialidade de quem os escreveu pela primeira, segunda, terceira ou oitocentésima vez.
Assim, prefiro ficar com minha própria interpretação de mundo e fazer o que julgo ser melhor para mim e para quem me rodeia. Boa intenção, com certeza, eu tenho (ainda que o inferno esteja cheia delas. Mas, para mim, céu e inferno são a nossa consciência - o mais ardil dos capatazes).
Acreditar que exista algo além do palpável é, inclusive, reconfortante. É mais fácil se conformar com a morte de alguém querido, por exemplo, quando você tem esperança de reencontrar essa pessoa, um dia. Eu amo demais a minha vida para acreditar que, depois daqui, é o fim de tudo. Quero mais! Sempre vou querer.
Tomar como lei imutável os preceitos de uma religião, qualquer que seja, é demais. Na minha concepção, todos temos obrigações como ajudarmos a quem (e como) pudermos e não prejudicarmos a ninguém, nem ao mundo onde vivemos (ao menos, não intencionalmente). Gentileza e compaixão também entram na lista.
Além do mais, vocês acham que Deus, com mais de 6 bilhões de pessoas no mundo, está preocupado se eu como carne vermelha na sexta-feira santa? Se corto o cabelo? A roupa que eu uso? Ou se eu uso métodos anticoncepcionais? Ou se não vou à igreja aos fins de semana?
O que adianta ir à igreja, se eu me sinto muito mais próxima de Deus quando rezo sozinha, em casa, em silêncio? O que resolve pôr um monte de filhos no mundo e não ter recursos para cuidar de todos eles? É válido evitar a carne vermelha na quaresma, sendo que você nunca tira um centavo do bolso para os mais pobres, nem dedica algum tempo a alguma causa nobre? É isso que Deus espera de nós?
*A frase que dá título a este post é proferida por um dos pontífices do filme Anjos e Demônios, que está em cartaz nos cinemas e é baseado no livro homônimo de Dan Brown. O religioso diz isso meio que para justificar os erros da Igreja Católica, muitos dos quais mostrados no longa.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Não custava nada...

foto: hotsite da promoção
"Amor à toda prova"
Ela é linda, a maquiagem está perfeita, o cabelo idem. E com o biquinho vermelho, realmente é difícil quem atente às unhas da moça. Eu mesma, que pego metrô quase todos os dias, só reparei nesse detalhe hoje.

Dar um jeitinho na cutícula, lixar as unhas e passar uma base é coisa de 10 minutos. Pelo amor!!!!
sábado, 30 de maio de 2009
Só quem tem entende
Quando eu nasci, tinha o Snoopy em casa, um pequinês. Lembro que ele corria pela sala, subindo e descendo de todos os sofás, na maior alegria. Ele morreu quando eu tinha uns 6 ou 7 anos.
Passou um tempo, apareceu uma gata prenhe, dessas de rua. Passamos a dar comida todas as noites para ela, que acabou escolhendo um armário da nossa edícula para dar à luz. Só que, dias depois, a bichana teve triste destino: um homem da nossa rua deu fim em todos os gatos das redondezas (gente malvada). Sobrou para mim, meu pai e minha prima Petsy (que estava sempre em casa) alimentar com conta-gotas 6 gatinhos ainda de olhos fechados. Passaram os meses e os bichanos, vivendo numa casa aberta e sem castração, logo sumiram na vida.
Aos 9 anos, fiz uma chantagem das grandes com meus pais: "ou vocês me dão um cachorro, ou não quero nenhum presente, nunca mais". Consegui, claro. E o Boomer, um Cocker Spaniel dourado de um mês e meio de vida, tomou conta da casa em abril de 1992. Lembro até hoje do dia em que fomos buscá-lo no canil. Ao passar perto do caldeirão de carne moída, começou a chorar. No nosso colo, mordiscava nossas mãos. Irresistível! Obviamente ele escolheu minha mãe para dona, afinal, era quem alimentava, levava passear e dava remédio. Mas ele era o meu cãozinho, cresceu comigo. E sofri imensamente quando Boomer se foi, aos 15 anos, por causa de um câncer, às vésperas do meu casamento. Até hoje sonho com ele.
Já casada, morando num apartamento, a vontade de ter um novo bichinho era enorme. Meu marido, que divide o amor por animais comigo, também tinha vontade. Mas como cuidar de um cachorro, ficando o dia todo fora? Para mim, seria uma maldade deixá-lo sozinho, trancado.
Nossa vida mudou quando encontrei a Cris, prima da mnha sogra, uma pessoa muito fofa e bondosa. Papo vai, papo vem, descubro que ela é completamente apaixonada por gatos. Ajuda ONGs, tem três adotadinhos em casa e... Tinha acabado de resgatar um filhote da rua. Não podia ficar com ele, estava à procura de um lar para o bichinho.

Chantilly quando bebê, na casa da Cris...
Ele era um gatinho muito pequeno e magrelo, branco e rajado, com a pontinha do rabicó branca (um charme!). Quando vi as fotos que a Cris mandou (golpe baixo), falei: "olha, parece que ele molhou o rabinho no Chantilly!" Pronto, o bicho já tinha ganhado nome. Estava castrado e vermifugado. E ainda tinha a opção de devolvê-lo, caso não nos adaptássemos. É que, tirando o episódio da gata prenhe, eu nunca tinha criado gatos. Nem meu marido.
Pensamos por um mês. E no fim de abril, o Chantilly chegou em casa, assustadíssimo. Nós, ainda mais. Como vai ser isso, agora? Um gato na nossa casinha recém-decorada com sacrifício. Cortinas, tapetes e sofás novos!! E era preciso colocar telas nas janelas e na varanda!
Claro que os móveis não passaram incólumes. As cortinas desfiaram, ele fez as cadeiras da sala de cama, o braço do sofá virou arranhador (confesso: em dois momentos pensamos em devolvê-lo. Respiramos fundo, contamos até 10 e tudo se resolveu. Ufa). A coisa boa é que ele só faz as necessidades na caixinha de areia. O Chanti é impecável neste sentido, desde o primeiro dia.

... e hoje, na cadeira da sala de jantar.
Já deu pra ver que nós estamos completamente apaixonados. Minha tese de que gato é blasé e não interage com os donos caiu por terra. O Chatilly é muito amoroso, adora um colo, chama a gente pra brincar. Quando acordamos ou chegamos em casa, ele nos cumprimenta raspando os bigodes e deitando de barriga pra cima. É curioso com tudo. Quando a gente mexe na geladeira, ele fica miando, à espera do pires de leite (eu sei que não deveria, mas...). Quando passeia de carro, esconde o focinho, acho que de medo. E adora beber água do box.
Sem falar na companhia. Quando estou sozinha em casa, é outra coisa ter ele comigo. Sento no sofá, ligo a TV e dali a poucos minutos o Chanti já está esticado no meu colo, dormindo. É muito fofinho!

É possível tanta fofice?!
Ao mesmo tempo em que é assim, todo meiguinho, o Chanti é muito independente. Com água e comida à disposição, fica sozinho o dia todo, sem incomodar ninguém - acho que dorme a maior parte do tempo. O bichinho perfeito para casais modernos que não param em casa.
Sempre fico imaginando como será daqui a uns anos, quando ele for um gatão calmo e tranquilo, com nossos filhos correndo ao redor dele... Talvez em outra casa, outra cidade... Tenho certeza apenas de uma coisa: o Chantilly nunca deixará de ser nosso companheiro fofinho.

